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14/12/2016 - Como administrar e conviver bem com a temida hipertensão arterial


 

Todos nós conhecemos uma ou várias pessoas com a popular “pressão alta”. No Brasil, a estimativa é que essa doença atinja acerca de 30% da população. A boa notícia é que se pode ter uma vida normal, mas desde que haja acompanhamento do cardiologista, uso correto e contínuo dos medicamentos e, não menos importante, mudança do estilo de vida.

 

A força que o sangue faz na parede das artérias ao circular pelo nosso organismo recebe o nome de pressão arterial e é medida em milímetros de mercúrio (mmHg). A hipertensão arterial, também popularmente conhecida como “pressão alta”, ocorre quando há uma elevação dos níveis de pressão arterial: acima de 140mmHg para a máxima e 90mmHg para a mínima.

 

No Brasil, cerca de 30% da população têm pressão alta, sendo que na terceira idade esse número chega a 50%. Isso é muito preocupante porque esses níveis altos podem levar a sérias complicações, como rompimento de vasos sanguíneos e, consequentemente, acidente vascular cerebral (AVC) ou “derrame cerebral”, infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca, doença arterial periférica e doença renal crônica.

 

Sabemos que as doenças cardiovasculares São as principais causas de morte no Brasil e no mundo; portanto, hipertensão mal tratada pode ser fatal. Para se ter uma ideia da seriedade do assunto, a pressão alta é responsável por 40% das mortes por AVC e por 25% das mortes por doença arterial coronariana, como o infarto.

 

O grande desafio da hipertensão arterial é que pode estar presente, ao longo de vários anos, sem apresentar quaisquer sintomas. Portanto, somente a avaliação médica rotineira irá garantir o diagnóstico precoce e evitar a morte, sobretudo das pessoas que fazem parte do grupo de risco, ou seja, aquelas com predisposição genética (familiares hipertensos), obesas, sedentárias, fumantes ou que ingerem bebidas alcoólicas em excesso.

 

A avaliação com o cardiologista para o diagnóstico precoce aliado ao acompanhamento regular do especialista para um tratamento eficiente irão garantir a qualidade de vida. Viver bem com hipertensão significa, portanto, primeiro descobrir o problema — muitos pacientes só tomam conhecimento que são hipertensos quando aparecem os problemas. Diagnosticada a hipertensão, o segundo passo deve ser o frequente acompanhamento, próximo do cardiologista, pois cabe a ele os ajustes necessários nas diversas medicações que serão utilizadas ao longo da vida.

 

Pesquisas, no entanto, mostram que apenas 20% dos pacientes hipertensos controlam corretamente a doença e 40% abandonam o tratamento. Importante ter claro também que somente o uso das medicações, mesmo que corretamente, não garante tratamento 100% eficiente, sendo indispensável mudança do estilo de vida, com atividade física regular, perda de peso, alteração dos hábitos alimentares e interrupção do tabagismo. Essas medidas se tornam a base do tratamento, sem as quais o controle eficiente da pressão arterial dificilmente será atingido.

 

A prevenção a partir do controle da pressão arterial e da eliminação dos fatores de riscos — combate ao tabagismo, à obesidade e ao sedentarismo — diminuiu as chances do aparecimento da hipertensão. O excesso de peso é um dos fatores principais para acelerar a elevação dos níveis de pressão arterial e ainda em maior grau. O cigarro aumenta a precocidade no aparecimento da hipertensão. Além disso, hábitos alimentares saudáveis (com baixos teores de sódio e gordura) aliados à atividade física significam viver mais e melhor.

 

* Por: Quilherme D’Andréa Saba Arruda, é cardiologista da Cardio D'Or do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco.