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10/01/2017 - Cirurgia salva perna de paciente com tumor ósseo

 

Apesar de raros, os tumores ósseos também são motivo de preocupação. E por dois fortes motivos: a dificuldade do diagnóstico e a inexistência de medidas conhecidas que possam impedir o surgimento da doença. “Parcela significativa da sociedade não sabe que existe câncer nos ossos. É uma lesão rara, que corresponde a 2% dos tumores nos seres humanos”, explica o ortopedista oncológico Marcelo Souza, do Hospital Esperança. Em dezembro, o médico esteve à frente de procedimento inédito em um hospital particular do Recife: a plástica de rotação de Van Nes.

 

Também chamado de giroplastia, o procedimento realizado no Hospital Esperança foi feito em um paciente diagnosticado com câncer ósseo no fêmur que já havia contaminado as partes moles do membro. Conforme explica Marcelo Souza, usualmente, é feita a retirada de todo o membro afetado. A giroplastia, no entanto, proporciona uma maior qualidade de vida para o paciente ao preservar a tíbia. “Aproveitamos a perna do paciente, que não tinha contaminação, e a trouxemos para o lugar da coxa”, explica o especialista.

 

O procedimento durou 8h30 e teve a participação de Marcelo Souza mais três auxiliares médicos, duas instrumentadoras e dois anestesistas. Uma particularidade da operação é que o pé é rotacionado para trás. Com isso, ele assume a função do joelho, permitindo o uso da prótese no membro inferior. “Se o pé fosse deixado pra frente, não seria possível o uso da prótese”, explica o Marcelo Souza.

 

Apesar de sua origem datar de 1939, a plástica de rotação de Van Nes ainda é um procedimento raro. Em Pernambuco, ele é realizado por Marcelo Souza, que tem somente 18 registros do tipo em 30 anos de atividades na área. “Nós avaliamos recentemente quatro pacientes mais antigos e eles não apresentam nenhum problema de depressão ou falta de aceitação de si próprios ou da sociedade”, revela o médico. “Após a recuperação, o paciente tem total autonomia de ir e vir, com uma capacidade de deslocamento muito rápida, sem uso de muletas ou bengalas”, avalia o ortopedista oncológico Marcelo Souza, do Hospital Esperança.

 

#RedeDOr #HospitalEsperança 

 

Fonte: Socialland