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17/08/2018 - Monitoramento neurológico neonatal sem interrupção chega ao DF

 

Maternidade Santa Luzia é a 1ª a implantar a tecnologia, que salva vidas e evita sequelas neurológicas em recém-nascidos
O Hospital Santa Luzia (HSL), da Rede D’Or São Luiz, é a 1ª instituição do Centro-Oeste a receber um projeto inédito no Brasil, que previne sequelas neurológicas em recém-nascidos e muda a vida de pacientes com alto risco para lesão por meio de rede de monitoramento cerebral com alta tecnologia e inteligência artificial. Com base no projeto criado pela PBSF - Protecting Brains & Saving Futures (Protegendo Cérebros, Salvando Futuros), o Hospital Santa Luzia promove a difusão do conceito de UTI Neonatal Neurológica e oferece apoio de Central de Monitoramento 24h.

No Brasil, estima-se que nasçam de 6 a 18 mil bebês por ano com asfixia perinatal, conhecida como falta de oxigenação no cérebro durante o parto. Nascem por hora no país, de 1 a 2 bebês com asfixia e, dos sobreviventes, 35% terão que viver com déficits neurológicos. A organização PBSF dá suporte à criação de UTI específica para monitorar e cuidar de bebês com riscos de doenças neurológicas, no intuito de reduzir cada vez mais as possíveis essas lesões em casos de asfixia e prematuridade.

No Hospital Santa Luzia, a UTI Neonatal Neurológica foi implantada recentemente e está fundamentada em quatro pilares – monitoração cerebral, avaliação neurológica, neuroimagem e neuroproteção. A Dra. Ana Marily Soriano, coordenadora da UTI Neonatal do HSL, comemora a chegada do projeto: “Esta tecnologia é altamente relevante. O aparelho permite uma assistência maior a bebês em casos críticos com monitoramento beira leito intensivo”.

A instituição também realiza a oximetria cerebral e eletroencefalograma, técnicas para avaliar, de maneira não invasiva, a adequação da oxigenação cerebral e a atividade cerebral para detectar possíveis anormalidades neurológicas. Nesse grupo de risco são considerados: recém-nascidos com asfixia perinatal, crises convulsivas, mal epiléptico, malformações do sistema nervoso central, prematuros extremos, além de recém-nascidos com hemorragia intracraniana, cardiopatas e com erro inato do metabolismo.

A partir da tecnologia do monitoramento neurológico, o Hospital Santa Luzia já trata um caso de risco. O bebê nasceu prematuro e, devido ao quadro crítico, desenvolveu hidrocefalia pós-hemorrágica, quando há aumento da pressão no cérebro, e passou por cirurgia para corrigir o problema. Entretanto, o pequeno ainda precisa ser monitorado. “Ele já estava medicado e achávamos que o quadro de risco estava controlado. Porém, começamos o monitoramento neurológico e percebemos que ele continua tendo crises convulsivas”, explica a médica. Em 80% dos casos, a convulsão no bebê é subclínica, ou seja, sem sinais clínicos visíveis.

Por meio do acompanhamento com a tecnologia, tornou-se possível detectar o quadro e, assim, mudar o plano de tratamento para prevenir lesões. “Os resultados tem sido surpreendentes com o uso da central de monitoramento. Estamos animados pela chance de tratar mais assertivamente casos como este”, comemora Dra. Ana Marily.

Hiportemia Terapêutica
Uma das principais tecnologias oferecidas é a hipotermia terapêutica, técnica que prevê a redução da temperatura corpórea do bebê para proteção dos neurônios. Na prática, a hipotermia é o resfriamento do bebê para uma temperatura de 33 ou 34 graus, impreterivelmente, nas suas seis primeiras horas de vida, o que resulta em um excelente efeito neuroprotetor, incapaz de ser atingido por outro método terapêutico.

A temperatura normal de um corpo humano varia entre 36 e 37 graus. Ao fazer esse resfriamento, é comum a ideia de que outros órgãos serão prejudicados. A equipe garante que o procedimento é extremamente seguro, que os possíveis efeitos colaterais são manejáveis e que os benefícios superam, e muito, qualquer tipo de risco.

A implantação da Tecnologia 
No Brasil, a criação do projeto foi possível graças à parceria da parceria da PBSF – Protecting Brains & Saving Futures (Protegendo Cérebros, Salvando Futuros) e da organização de fomento Axigen – que apoia startups voltadas à saúde. Gabriel Fernando Todeschi Variane, neonatologista e diretor da PBSF, explica que a iniciativa surgiu devido à preocupação de especialistas com os altíssimos números e aumento dos custos gerados por doenças graves e permanentes, originadas por problemas na hora do parto. 

“O cenário de pacientes de alto risco para lesão cerebral envolvem cerca de 40 casos por hora. Por isso, a necessidade de se investir em medicina preventiva e diagnóstico precoce”, diz Variane. De acordo com o especialista, o objetivo da PBSF é oferecer o que os principais centros de Neonatologia do mundo recomendam em terapêutica para asfixia neonatal: Central de Monitoramento e conexão 24h por dia; discussão de protocolos; promoção de assistência remota; aplicação de monitoramento cerebral; armazenagem de dados e análise de resultados da UTI Neonatal Neurológica.

Fonte: Maxpress