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28/08/2017 - Sala híbrida e os resultados práticos para o cirurgião


 

 

 

 

Em todo o mundo, está em andamento uma revolução nas salas de cirurgia. Cada vez mais, a tecnologia se torna aliada do corpo clínico, dando mais subsídios para o trabalho e atendendo as necessidades do paciente. Um exemplo dessa tendência é a sala híbrida instalada no CopaStar, hospital da Rede D’Or São Luiz no Rio de Janeiro.

 

Equipada com o Artis Zeego, a sala híbrida do CopaStar possui o diferencial da realização de exames de imagem em tempo real, em alta definição, sem a necessidade de mobilização do paciente, já que todo o procedimento acontece em um único ambiente físico. Tudo isso em um ambiente com os rigores de assepsia de um centro cirúrgico.

 

Para explicar com maior detalhamento, o cirurgião vascular do CopaStar, Arno von Ristow*, conversou com a equipe do e-Saúde. Confira a seguir.

 

e-Saúde – Quais são as vantagens de uma sala híbrida?

 

Arno von Ristow – São múltiplas. A maior delas, sem dúvida, é a alta qualidade das imagens que se obtêm com os aparelhos de alta resolução. Cito outras de igual importância:

• Melhor proteção radiológica aos médicos que utilizam as instalações;

• Precisão dos ajustes técnicos, permitindo que se retorne à posição anatômica idêntica à anterior;

• Ausência de aquecimento do equipamento em procedimentos prolongados.

 

Destaco também a acentuada redução do volume de contraste iodado necessário à obtenção de imagens de qualidade, pois a definição do equipamento permite que se injetem volumes menores com concentração menor, resultando em excelente qualidade de imagem. Sem falar na possibilidade de fusão das imagens de angiotomografias obtidas previamente do mesmo paciente, que podem ser utilizadas nos procedimentos terapêuticos, navegando virtualmente com precisão nos vasos sem necessidade de nova injeção de contraste.

 

ES – O que difere das salas de cirurgia tradicionais?

 

AvR – Os aparelhos móveis de radiologia, que equipam hoje muitos centros cirúrgicos, conhecidos como arcos em C, evoluíram muito desde a sua introdução, 25 anos atrás. Hoje, permitem estudos de alta qualidade, mas sem comparação com os grandes equipamentos das salas híbridas. Mas certamente, há procedimentos que não necessitam de imagem radiológica com a qualidade obtida de um equipamento de grande porte, de forma que a sala de cirurgia “clássica”continuará existindo.

 

ES – Quais resultados uma sala híbrida apresenta aos médicos e como impactam na qualidade do cuidado?

 

AvR – A qualidade da imagem tem impacto enorme na velocidade com que se realiza um procedimento. Outro fator impactante é a ausência da necessidade de repetir várias vezes uma imagem. Dessa forma, a qualidade do cuidado é favorecida positivamente com o uso da sala híbrida.

 

ES – O futuro dos centros cirúrgicos é ter salas híbridas? O custo-benefício vale a pena?

 

AvR – Creio que todos os hospitais que se dediquem a procedimentos nas áreas da medicina cardiovascular e neurológica, terão que dispor de salas híbridas. Estas podem ser compartilhadas por várias especialidades, com adaptações mínimas. Como os custos são altos, o uso do equipamento deve ser otimizado e não ficar restrito a um serviço ou especialidade, como antigamente ocorria com as salas de hemodinâmica. A logística ideal para a ocupação da sala híbrida e o custo-efetividade desses procedimentos merecem mais estudos e esclarecimentos.

 

ES – Qual é a diferença encontrada entre os exames do CopaStar e os do mercado em geral?

 

AvR – O CopaStar possui a mais moderna sala híbrida disponível. Seus equipamentos, não só o radiológico, mas também os de anestesia e de monitorização do paciente são de ponta e permitem um controle seguro do procedimento.

 

Sua amplitude favorece os cuidados de assepsia, evitando acotovelamento, comum em espaços restritos. Sem falar na equipe técnica de Radiologia, de alto padrão e educação, interagindo de forma positiva com a equipe médica, permitindo que resultados excepcionais sejam atingidos.

 

*Graduado em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro com pós-graduação em Cirurgia Vascular pela Universidade de Ulm (Alemanha). É professor coordenador do curso de pós-graduação em Cirurgia Vascular da PUC-Rio e membro da Academia Nacional de Medicina.

 

 

 

Imagem de controle angiográfico após exclusão endovascular de aneurisma  da aorta abdominal e das ilíacas comuns, tratado na sala híbrida do CopaStar