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26/10/2018 - IDOR e Rede D’Or São Luiz criam plataforma para estimular o empreendedorismo em saúde




O Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) e a Rede D’Or deram um passo importante rumo ao fomento à inovação e ao empreendedorismo no setor da saúde no Brasil. Nos dias 13 e 14 de setembro, realizaram o evento de lançamento do Open D’Or Healthcare Innovation Hub, que contou com a participação de 100 empreendedores brasileiros e estrangeiros que aproveitaram o momento para discutir os rumos da inovação no país.

O novo projeto visa transformar ideias inovadoras em bons produtos disponíveis na área médica e hospitalar. “O Open D’Or nasce para estimular o empreendedorismo em saúde. Nosso grande objetivo é impulsionar startups para que se tornem globalmente competitivas”, explica Jorge Moll Neto, neurologista e presidente do conselho de administração do IDOR, idealizador do hub de inovação.

A proposta de inovação aberta apresentada pelo Open D'Or permite a interação entre os vários atores que podem influenciar positivamente a criação de novos produtos e processos –  técnicos, investidores, acadêmicos e executivos da saúde. Outra vantagem é que as startups apoiadas pelo projeto terão a oportunidade de interagir com os gestores do maior grupo de hospitais privados do Brasil, a Rede D’Or São Luiz, além de ter acesso ao staff do IDOR.

Segundo Moll Neto, a ideia do Open D’Or partiu da observação de que mesmo a pesquisa científica de excelência pode demorar a gerar aplicações que cheguem até o mercado. “É difícil a inovação puramente científica se traduzir numa ideia de um produto se você não tem um interessado em transformar aquilo em negócio. Então, vimos que faltava estimular a cultura empreendedora e articular com diversos setores da academia, do setor privado e do governo”, completa.

 

Dr. Jorge Moll Neto | Presidente do IDOR

 

Para Albert Chan, diretor de experiência digital do paciente no Sutter Health, uma das maiores redes de hospitais dos Estados Unidos, é necessário dar atenção às informações disponíveis no mercado. “Precisamos usar a força dos dados para encontrar soluções inteligentes para novas curas e descobertas, e novas maneiras de pensar”, destacou o especialista, que esteve no Brasil para o lançamento e é um dos colaboradores do Open D’Or. Chan destacou, ainda, a preocupação com o alto custo dos serviços em saúde. Nos EUA, uma família com quatro integrantes paga, em média, por serviços médicos mais de 28 mil dólares por ano. É preciso criatividade para mudar esse cenário, afirmou, e a solução pode passar por uma mudança profunda nos modelos de negócio das prestadoras de serviços médicos.

 

Atividade de realidade simulada

 

Eugênio Pimenta, diretor de inovação da Cisco, empresa estadunidense de soluções digitais, também participou do evento, onde falou sobre a presença cada vez mais forte da tecnologia e como ela tem colaborado para a diminuição do custo e o aumento da eficiência de muitas ideias aplicadas à saúde. “Não há um só segmento que não tenha sido impactado por esse novo cenário: da construção civil à saúde. As tecnologias permitiram a criação de novos modelos de negócios. Por isso, a presença de startups é um importante fator para o desenvolvimento digital dos países, ainda incipiente no Brasil”, avaliou.

Para Moll Neto, a inovação na área de saúde vem experimentando um crescimento explosivo no mundo, mas de forma concentrada nos países mais desenvolvidos. Enquanto isso, países em desenvolvimento, incluindo o Brasil, têm um papel muito limitado na geração de inovação, propriedade intelectual e negócios neste setor.

“Estamos ficando para trás, porque a aceleração é muito grande lá fora. Isso tem um peso importantíssimo na balança econômica do país, pois precisamos importar as tecnologias”, ponderou Moll Neto. “Apesar de o Brasil ter demonstrado um crescimento importante na inovação nas áreas tecnológicas, temos baixa capacidade de inovar na área da saúde”.

 

Ambiente interno do Open D'Or

 

Desde 2010 atuando na pesquisa científica e no ensino na área de saúde, o IDOR observou, na prática, como é difícil levar os resultados obtidos à prática hospitalar. Mesmo com excelente produção científica, não é trivial fazer nascer novos produtos ou soluções para a saúde. Diante desse cenário, Moll Neto percebeu uma oportunidade: utilizar a conexão entre o IDOR e a Rede D’Or São Luiz (RDSL) para atrair o interesse de investidores.

 

“Isso nos torna bastante atraentes para empreendedores e desenvolvedores de tecnologia que queiram se integrar a esse ecossistema que reúne uma grande corporação médica, um instituto de pesquisa e uma iniciativa de inovação aberta, que é o Open D’Or. A exposição a essas redes é altamente benéfica para os empreendedores da área da saúde, inclusive para buscar exemplos ou modelos que possam ser adaptados, testados e adotados na realidade brasileira”, finaliza.